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Turismo e Património
A freguesia de Silves,
sendo bastante "rica" em património, tanto natural como
arquitectónico, torna-se uma zona bastante convidativa para visitar
toda a sua vasta área. Com efeito, quem gosta de viajar e está a
pensar passar por esta maravilhosa freguesia não poderá deixar de
visitar os seus locais históricos.
Castelo de Silves
Ex-libris da cidade, um
dos principais vestígios da arquitectura militar islâmica em
Portugal, o castelo distingue-se pelo seu avermelhado conferido pela
pedra grés em que é constituído.
As suas origens são
bastante remotas, pois provavelmente já existia quando ali chegaram
os romanos, mas sem dúvida, que foi este povo que o transformou em
poderoso reduto. Os Árabes embelezaram-no e deram-lhe maior valor
bélico. Becre Ibne Yahiá, príncipe muladi de Santa Maria do Algarve
(Faro) escolheu-o para sua residência e nele se instalara, mais
tarde, o príncipe Banu Mozaine.
Sé de Silves
Sendo da época do
domínio muçulmano, mais propriamente do ano de 1189, a Mesquita
Maior terá sido convertida num tempo cristão, depois da primeira
conquista portuguesa. Contudo, só quando a cidade foi
definitivamente conquistada, os reis de Portugal e Castela pensaram
construir nesse local uma nova catedral. Assim, esta terá sido
começada a construir no século XIII, por ordem de D. Afonso III. O
mestre de obras foi Domingos Johanes, cuja lápide sepulcral foi
descoberta na antiga sacristia da Sé, datada de 1279, ano provável
da sua morte.
Devido ao tempo de
construção, a Sé de Silves foi iniciada em estilo gótico e concluída
em estilo barroco e constituí um dos mais importantes templos do
distrito de Faro.
Ponte Romana
O Arade, rio que banha a
cidade, passa por ela e vai desaguar a Portimão, passando por alguns
pontos característicos de Silves. A sua velha Ponte, que possuiu
originalmente seis arcos, muito embora possa ter começado por ser
romana e seja assim conhecida, apresenta traços do período medieval,
com pedra grés vermelha.
Igreja da Misericórdia
Erguendo-se defronte da
velha Sé, deverá ter sido iniciada após a doação da cidade por D.
Carlos II à Casa da Rainha, em 1491. A rainha D. Leonor empenhou-se,
por certo, em construir uma igreja para a sua Santa Casa da
Misericórdia, não obstante não existirem documentos que possam
comprovar o mecenato real. O que nela resta de mais antigo é a porta
manuelina que possui a nascente.
O seu interior é de uma
só nave abobadada. Possui um retábulo (construção complementar posta
atrás e acima de um altar) maneirista do século XVI que foi
recentemente restaurado e que decora o altar da capela-mor. Na
fachada, a entrada é feita por um pórtico num estilo italiano, do
Renascimento tardio, da segunda metade do século XVI.
Igreja de Nª Senhora dos
Mártires
Presume-se que a sua
construção seja da época da reconquista cristã. A invocação da
Igreja é em honra dos cavaleiros caídos pela reconquista da cidade
aos mouros em 1189 e ali, segundo a tradição, foram em parte
sepultados (ergue-se ali uma estátua em homenagem a esses mesmos
cavaleiros). Apesar de ser muito anterior, esta igreja apresenta,
sobretudo, vestígios da época manuelina (século XVI) e esses são
mais visíveis na capela-mor, no interior e no exterior. No interior,
pode-se observar o arco que lhe dá acesso e o seu abobadamento; no
exterior, os típicos merlões [parte saliente de um parapeito que
separa duas ameias (cada um dos pequenos parapeitos, separados por
intervalos, na parte superior das muralhas e castelos)] e as
gárgulas da época de D. Manuel I. O terramoto de 1755, que destruiu
parte da igreja, foi responsável pela reconstrução da nova fachada
principal, na qual se abre o pórtico em estilo rocócó (estilo que
apresenta uma linha de decoração muito exagerada) (1779), muito
semelhante ao da Porta do Sol da velha Sé.
Paços do Concelho
No ano de 1884,
iniciou-se a construção do novo edifício da Câmara, então instalada
no Torreão das Portas da Cidade. Devido a esta construção, foram
destruídas as casas que existiam na parte setentrional da actual
Praça do Município e, também, alguns trechos da muralha. A
construção do edifício deve-se a Diogo Manuel Mascarenhas Neto, que
em 1880 era Presidente da Câmara. A iniciativa, o projecto e o
espaço principal parece se deverem a Gregório Mascarenhas e a
direcção dos trabalhos coube ao mestre de obras José Vitorino Mealha.
Embora conste na porta principal a data de 1889, só nos anos trinta
foi feita a sua conclusão.
Deste belo edifício, dos
séculos XIX/XX, destaca-se o Salão Nobre, o átrio-claustro de
inspiração revivalista mudéjar (mourisca) e a clarabóia vidrada que
o ilumina. Este edifício alberga quase todos os serviços da Câmara
Municipal, assim como o Tribunal Judicial.
Pelourinho
Resto do pelourinho
manuelino, exposto no largo fronteiro à Câmara Municipal.
Torreão das Portas da
Cidade
Resta apenas a torre
albarrã [torre que se destaca da muralha através de um passadiço;
criação genuína da engenharia militar Almóada, a albarrã, quando se
colocavam junto a entradas, dificultavam a utilização de engenhos
(aríetes, por exemplo) usados para derrubar portas] em grés,
imponente, e o resto da muralha defensiva que rodeava a Almedina de
Silves na época muçulmana e que protegia a principal porta da
cidade.
Museu Arqueológico
Municipal
Este museu alberga
grande parte da colecção arqueológica municipal e que protege uma
rara peça de construção islâmica.
Teatro Gregório
Mascarenhas
 O edifício do teatro,
apresenta uma estrutura em ferro, recoberta por uma decoração em
cartão imitando estuque, capitéis (parte mais elevada de uma coluna
ou de uma pilastra), cariátides (figura de mulher que serva de base
a uma arquitrave) e florão (ornato circular no centro de um texto),
uma porta Arte Nova que dá acesso aos camarotes e um arco da boca de
cena. Todo o edifício foi recentemente restaurado.
Museu da Cortiça
Integrado no interior da
Fábrica do Inglês, recuperado de uma velha fábrica de cortiça do
mesmo nome, hoje com fins turísticos, este museu, recuperou
totalmente todo o material ali existente, tem hoje um espólio
bastante diversificado o qual recebeu, no ano de 2001, o Prémio Lugi
Micheletti para o melhor museu industrial europeu.
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